terça-feira, 6 de abril de 2010

A DITADURA DA (PSEUDO) DEMOCRACIA

A Democracia é uma terrível ditadura. Não me refiro ao facto de ser a ditadura da maioria como normalmente se classifica.
É muito pior do que isso. Trata-se da ditadura de algumas elites que, escravas dos seus variados interesses em que todos concorrem para um único e endeusado interesse, o económico, escondidas e legitimadas por supostas eleições, manipulam os portugueses e a riqueza nacional, fruto do trabalho de cada cidadão, para satisfazer exclusivamente aquele doentio interesse económico da pequeníssima elite ditadora, bem evidente nos magnatas que lideram as empresas públicas e os grupos económicos.

Que eleições são estas onde a maioria não se pronuncia? Que validade moral têm quando a decisão é tomada por uma minoria que participa na farsa? A validade legal têm-na porque são os enviados, fámulos ou escravos daqueles que fazem as leis. Tudo é legal. Por isso, nada nem ninguém se pode opor. Os tribunais também pegam ao pálio porque estão controlados e (infelizmente) a sua acção é apenas julgar a correcta aplicação e o cumprimento da lei. Também no 3º Reich era assim. Também lá, tudo era legal, tudo estava consignado em leis devidamente elaboradas, votadas e aprovadas.

Em todas as ditaduras o segredo está em tomar conta da máquina do poder para elaborarem leis adequadas ao prosseguimento do fim desejado.

Tanto se fala nos diamantes que Charles Taylor ofereceu a Naomi Campbell, a que a comunicação social chamou diamantes de sangue por serem conseguidos a troco de armas para manter uma guerra. Com muito mais razão podemos afirmar que os lucros alcançados pelas empresas e grupos económicos, bem como os obscenos salários dos seus dirigentes são lucros e salários de sangue e de muito sangue porque são conseguidos à custa do trabalho, dos impostos e da exploração de necessidades básicas de milhões de cidadãos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

EM LEGITIMA DEFESA

A demissão do governo é inevitável. Poucos dias restam a Sócrates. Tem de se demitir.
A torrente já é tão forte que ele não consegue aguentar. Tapa aqui, sai acolá, segura ali, foge dali, encobre esta, aparece outra...
É, de facto, de lamentar tanta evidência e ele ainda se aguentar no poder. E mantém-se porque muitos outros da estirpe dele o mantém lá para se safarem a si próprios..
É de lamentar a falta de pudor a que chegou a "coisa pública".. Nem na 1ª República a coisa foi tão negra, tão nojenta, tão baixa e tão horrenda!
Fala-se em falta de ética, em confusão de ética com questões jurídicas, e tudo isso é verdade. Mas a situação já ultrapassou essas fases, agora chegou-se ao ponto de falta de vergonha, que é o estádio imediatamente anterior ao caos, à revolta generalizada e à guerra civil.
Será preciso chegarmos a essa lastimosa solução, estúpida opção, que já devia ter caído em desuso, de pegar em armas?
A Antiguidade foi há muito tempo. A Idade Média já vai para mil anos. Na era Moderna, a palermice de tontos vê-se que foi descabida. Na Contemporânea, há poucas décadas, constatou-se, por duas vezes, que a força não foi o melhor caminho, apenas comprovou, à saciedade, a maior humilhação da humanidade, aniquilar-se a própria.
Não obstante, a questão do uso da força coloca-se sempre que alguém insiste em querer aniquilar o outro. Trata-se da legitima defesa.
Ora, é disto que se trata neste momento. O execrável e indecente indivíduo José Sócrates está a atentar, todos os dias, contra os portugueses (mesmo contra aqueles que inocente e/ou estupidamente votaram nele). Mas também muitos indivíduos por esse país abaixo nos partidos políticos, em empresas públicas, em ministérios, em secretarias de Estado, em Câmaras Municipais, etc. É um ENORME POLVO, ainda maior, com mais pernas e mais enrodilhado do que aquele que amanhã o Jornal SOL vai trazer na capa...
A paciência esgota-se.
A tolerância tem limites... que são o garante da sua própria possibilidade de existência.
Portugal tem de arrepiar caminho!
Os portugueses precisam de gente séria e decente para governar!
O governo tem de se demitir.
O governo está a pedi-las.
Todos os que fazem parte do GRANDE POLVO estão a pedi-las...
O POVO está adormecido, está anestesiado, mas um dia destes acorda estremunhado...
O POVO não gosta do POLVO. Já percebeu que o POLVO come muito, mas quando os tentáculos lhe tirarem o ar que precisa para sobreviver, vai estrebuchar fortemente, vai dar um safanão no polvo e vai tentar desenvencilhar-se dele. Vai matá-lo.
Na verdade, o POVO é maior que o POLVO mas, quieto e paciente, vai-se deixando comer pelo POLVO que nele se enrodilha e o suga até ao dia que lhe começar a apertar a garganta.
Nesse dia, qual Apocalipse, a GRANDE BESTA será derrotada.
Esse dia está próximo. Veni! Quanto nos spectamus!

domingo, 3 de janeiro de 2010

ESCLARECIMENTO AOS PORTUGUESES

Tenho a obrigação de esclarecer os portugueses de um engano em que se encontram há mais de 35 anos: a dita "Revolução do 25 de Abril" não aconteceu. É verdade. Tudo não passou de uma grande "peta" congeminada por alguns militares que queriam dar nas vistas associados a Mário Soares, Cunhal e outros que queriam mais poder e mais notoriedade.
O que chamam de Revolução de Abril de 1974 é um valente engodo. Não teve nada de Revolução, nem foi em Abril de 1974.
O que houve foi uma mudança de governo, pensada e preparada por Marcelo Caetano. Apenas a sede de poder e o não entendimento entre comunistas e os outros antecipou uns meses a transição.
No entanto, tudo continuou na mesma.

Tudo continua na mesma. A começar pelas pessoas que são as mesmas: se os pais morreram, deixaram os filhos (nepotismo doentio). Em vez de o país ser governado pelos melhores, é governado pelos herdeiros, sejam bons ou maus. Nós temos tido azar: são tão maus..
Perguntarão, mas se estão aqueles é porque os outros cidadãos os elegem.. Logo têm legitimidade..
Sim. Mas quem é elegível? São os membros dos partidos políticos. E quem pode ser membro de um partido político para depois poder ser eleito? Apenas aqueles que os filiados convidarem, isto é os filhos, os compadres e afins. Porque será que as fichas de inscrição nos partidos políticos em Portugal têm um campo de preenchimento obrigatório onde se indica qual é o militante que propõe o novo militante? Ninguém pode espontaneamente auto-propor-se como militante. Tem de ser proposto por outro militante e de preferência com poder na estrutura partidária... Está tudo dito.. É por isso que os partidos estão recheados de "mesquitas", "machados", "reis" "costas", "pires de limas", "britos", etc. etc.

Quanto às normas orientadoras da vida em sociedade, as leis, são as mesmas. A legislação actual é dos anos 50 e 60 ou sofreu apenas actualizações, mantendo a mesmíssima matiz.

Não obstante, houve coisas que pioraram bastante.
As políticas.
Tornaram-se mais tontas, sem sentido e despesistas. Quem governa fá-lo para certas pessoas ou grupos e não para o bem comum. Fazem-no com o falacioso argumento de que estão a potenciar o desenvolvimento e a criar riqueza. Levam ao colo amorins, belmiros, salgados, mota-engil's, e companhia, à custa dos pobres desgraçados trabalhadores. À custa destes mesmos e com o dinheiro deles pode dar-se, repito dar-se, de prémio 1 milhão de euros a cada administrador de empresas públicas que mais não fez que cumprir o seu dever (se é que o fez..)
As grandes vergonhas nacionais são CGD, EDP, PT, GALP.

Lamentamos o facto de não ter acontecido a revolução que o povo esperava. E, além disso, de muita gente ter sido e continuar enganada.
Mas ainda vamos a tempo (enquanto não chega a banca-rota que não tardará)! Vamos a tempo mas tem de ser brevemente! Não podemos demorar. Acredito que somos capazes de depor essa escumalha porque somos mais! A maioria do povo sabe que anda a ser enganada. A abstenção nas eleições é clara. É sempre a vencedora! Quem se abstém, fá-lo porque sabe que está a ser enganado! Vamos colocar isto na ordem! Vamos fazer a dita revolução que está por fazer desde o século XIX.
Com armas ou sem armas, não interessa. O que tem de ser tem muita força! Isto tem de acontecer. Aliás, o próprio Presidente da República também sabe e sente isso mesmo ao dizer que o ano de 2010 pode tornar-se explosivo. Eu não iria tão longe. Não é preciso que seja explosivo, mas é preciso que haja mudança. Mas mudança a sério. Chamem-lhe revolução ou o que quiserem. É preciso muita força porque os abutres têm a máquina do Estado de lado deles e todos os recursos ao seu alcance. Mas sabemos que a força está na população. A força está na vontade das pessoas. Como dizia Schopenhauer, a vontade comanda mundo.
Nós queremos salvar o país que os nossos antepassados nos deixaram. Mas cada dia que passa torna-se mais difícil. Ou conseguimos a curto prazo ou tudo está irremediavelmente perdido.